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Luiz Henrique Didier Jr. fala sobre os negócios do Bexs Banco

dezembro 2021
Luiz Henrique Didier Jr. fala sobre os negócios do Bexs Banco
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Banco desde 2010, o Bexs é líder em pagamentos internacionais no Brasil, atendendo grandes nomes da tecnologia no mercado, como Avenue Securities, Tiktok, B2W e OpenSolo. Combinando tecnologia e know-how regulatório, o Bexs oferece soluções de câmbio by design para operações complexas, como investimentos de venture capital, pagamento e recebimento de serviços, reestruturações societárias envolvendo parte estrangeira e planos

de stock options com instituições no exterior. Na vertente das soluções escaláveis, estão o Câmbio as a Service (API* de câmbio para investimentos, comércio exterior e agrotechs) e os pagamentos cross-border (soluções que integram produtos de pagamentos e câmbio e atendem players digitais, como e-commerces, SaaS e aplicativos). Em entrevista com Luiz Henrique Didier Jr., CEO do Bexs Banco, perguntamos:

O Bexs atua em segmentos que demandam especialistas e know-how regulatório e com soluções que podem ganhar escala. Qual é o diferencial no segmento de operações mais estruturadas de câmbio?

No mercado de câmbio, nós identificamos um grupo de operações que demanda análise e avaliação criteriosa e que não se encaixa nas operações “de prateleira”, que são atendidas pelas instituições menos especializadas nesse mercado. Por se tratar de casos complexos e que podem ter volumes que não atraem os grandes bancos, elas se tornam carentes de uma abordagem que agregue know-how e uma solução sob medida. No contexto de recebimento de recursos internacionais por um fundo de venture capital ou diretamente por uma startup, precisamos nos aprofundar na operação para oferecer a melhor solução para os nossos clientes.

Ela é baseada em know-how, e por isso chamamos de “by design”, pois já nos deparamos com situações em que os recursos foram captados, mas os documentos careciam de alguma informação necessária para o fechamento do câmbio. Nesse sentido, temos um time composto por especialistas de câmbio e advogados que atendem as operações de câmbio relacionadas a aportes internacionais, reestruturações societárias e outras operações mais complexas. Desde nossos tempos como corretora, há mais de três décadas, atendemos empresas nacionais tradicionais e, nos últimos anos, também passamos a atender empresas de venture capital e startups, incluindo scale-ups e unicórnios.

Como vocês atuam na vertente digital de negócios de pagamentos internacionais com potencial de escala?

Entendemos que é possível desenvolver soluções em câmbio que vão processar grandes volumes. Uma das primeiras inovações foi integrar o câmbio digital à plataforma de investimentos da Avenue Securities. Era um mercado de acesso tímido por parte dos brasileiros. Acreditamos nesse projeto e “plugamos” uma solução de câmbio via API que garantiu que qualquer brasileiro pudesse investir a partir do seu celular nas bolsas norte-americanas. 

Nós ainda temos soluções que estão facilitando negócios digitalmente nativos. Permitimos que marketplaces no Brasil ofereçam produtos do mundo inteiro aqui. Ou que uma empresa de tecnologia, como o TikTok, pague milhões de usuários em poucos dias utilizando o Pix. Atuamos em ambas as direções, ou seja, coletando recursos no Brasil e enviando para os demais países, bem como desses países para o Brasil, com soluções que aportam métodos de pagamentos locais e o câmbio, que cumpre a etapa internacional das transações.

É via soluções de API do Bexs que empresas que atuam online e necessitam viabilizar o fluxo de pagamento do exterior, ou para o exterior, poderão oferecer uma experiência “one stop shop” que inclua o câmbio no seu processo de recebimento/pagamento.

O Brasil tem um grande potencial para se internacionalizar. No comércio exterior, poderíamos dobrar de tamanho, e ainda temos mais de trinta milhões de brasileiros desbancarizados ou com baixa inclusão quando falamos de serviços e produtos internacionais. O Bexs, juntamente com outras empresas de tecnologia, quer mudar esse cenário.

Vocês estão lançando uma solução específica para o mercado agro?

A nossa solução no segmento de agrotechs foi desenvolvida em parceria com a OpenSolo, uma plataforma brasileira que vai integrar as cadeias de trigo e frutas-legumes-verduras (FLV), um mercado de US$ 40 bilhões. Os agentes desse mercado terão à disposição, em uma única plataforma, não apenas o contato dos compradores e vendedores, mas também dos diversos fornecedores da cadeia, como: empresas de frete e seguros e o Bexs como a instituição que possibilitará a realização de uma operação cambial, necessária quando a ponta compradora ou vendedora dos produtos estiver localizada no exterior. Mais uma vez, via API, vamos garantir velocidade para as transações de exportação e importação no modelo “one stop shop”. O mundo agro será mais digital, e escolhemos a OpenSolo para mudar a jornada de negócios nessa indústria.

Como você resumiria a nova regulação de câmbio? Quais são as principais mudanças e perspectivas?

O Banco Central modernizou uma parte relevante da regulação de câmbio. Ela vai favorecer uma oferta de serviços mais ampla e de acesso mais fluido para os clientes, sejam empresas ou pessoas físicas. Também acreditamos que as possibilidades de colaboração e competição serão alavancadas. Com nossa expertise de soluções digitais e de integração com plataformas, estamos muito otimistas. Eu destacaria três pontos:

- Contas de pagamento no Brasil e no exterior diretamente ligadas às operações de câmbio:

Uma medida extremamente inclusiva foi a previsão de que as contas de pagamento podem participar diretamente das liquidações das operações. Na regulação anterior, só as contas-correntes dos bancos tradicionais poderiam fazer essa liquidação. Internacionalmente, ocorreu a mesma inclusão, ou seja, contas de pagamento de fintechs autorizadas nos seus países poderão liquidar operações de câmbio envolvendo o Brasil. Com essa medida, adicionamos, só no Brasil, mais de 200 milhões de contas digitais.

- Criação da figura do prestador de serviço de eFX:

Essa nova figura substitui a facilitadora de pagamentos internacionais na intermediação de pagamentos de bens e serviços que envolvem uma parte no exterior.

Pensando no ecossistema do Distrito, uma fintech que atue como prestadora de serviço de eFX poderá intermediar operações de pagamento envolvendo diversos serviços e produtos fornecidos do ou para o exterior. Ela precisará de uma instituição financeira autorizada para concretizar essa operação, mas a intermediação é mais uma “porta” de relacionamento com clientes.

- Instituições de Pagamento poderão pedir licença para operar câmbio:

Em 2022, a partir de setembro, o Banco Central também permitirá que as Instituições de Pagamento submetam pedidos de licença para operar câmbio diretamente. As operações serão limitadas ao teto de US$ 100 mil.

Resumindo, essas medidas vão beneficiar todo o mercado. Acreditamos que, além de atraírem fintechs e empresas de tecnologia para o mundo de pagamentos internacionais e câmbio, vão beneficiar sobretudo as PMEs e a população com menor acesso a serviços financeiros. No Bexs, enxergamos um mar de oportunidades com esse cenário.

*API é uma tecnologia que permite às empresas compartilharem as informações financeiras dos seus clientes entre si de modo padronizado

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