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CIO Emerging Tech 2026: como a IA está redesenhando a infraestrutura das empresas

Março 2026
Pedro Assis
6 min
CIO Emerging Tech 2026: como a IA está redesenhando a infraestrutura das empresas
Sumário

1. A infraestrutura cognitiva e o novo papel da IA nas empresas

2. Voz e IA generativa no atendimento ao cliente

3. Dados e tomada de decisão: a proposta da Oraion

4. Conclusão

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A discussão sobre inteligência artificial no ambiente corporativo avançou rapidamente nos últimos anos. Nesse contexto, o CIO Emerging Tech 2026, promovido pelo Distrito, reuniu executivos e especialistas para discutir como a IA está se tornando a base da infraestrutura das empresas.

O encontro ocorreu no dia 5 de março, em São Paulo, na A Figueira Rubaiyat, e contou com a participação de lideranças do Distrito, ElevenLabs, Axia Agro e Oraion. Ao longo do evento, CIOs e líderes de tecnologia discutiram o papel da inteligência artificial como infraestrutura cognitiva, além de casos práticos de aplicação em atendimento, vendas e gestão de dados.

Mais do que um encontro sobre tecnologia emergente, o evento apresentou uma visão estratégica sobre a evolução da IA dentro das organizações. Afinal, a discussão central foi clara: a inteligência artificial não é mais apenas uma ferramenta, mas um componente estrutural da operação empresarial.

A infraestrutura cognitiva e o novo papel da IA nas empresas

A abertura do CIO Emerging Tech 2026 foi conduzida por Gustavo, cofundador do Distrito, que apresentou uma mudança de paradigma no uso da inteligência artificial nas organizações.

Segundo a visão apresentada, a IA deixou de ser uma ferramenta de produtividade isolada. Em vez disso, ela passa a atuar como infraestrutura operacional para empresas digitais.

Essa transformação ocorre porque os sistemas atuais já operam como agentes capazes de executar tarefas, interagir com sistemas e tomar decisões assistidas por dados. Por essa razão, a discussão sobre IA migra do campo de software para o campo da organização do trabalho.

Além disso, o investimento global em infraestrutura de IA reforça essa mudança. Grandes empresas de tecnologia destinam centenas de bilhões de dólares por ano para expandir data centers, modelos e sistemas inteligentes.

Os pilares para adoção de IA corporativa

Durante a apresentação, foram destacados quatro pilares para que empresas implementem IA de forma estruturada:

  • Capacitação de equipes técnicas e de negócios;
  • Redesign de processos para integrar humanos e sistemas inteligentes;
  • Desenvolvimento de sistemas agênticos;
  • Conexão com ecossistemas de startups de IA.

Nesse contexto, a discussão deixa de ser apenas tecnológica. Na prática, a adoção de IA corporativa passa a envolver cultura organizacional, governança e arquitetura de sistemas para ser executada de forma integrada e eficaz.

Outro ponto central foi a ideia de flywheel cognitivo. Nesse modelo, agentes inteligentes melhoram processos, o que gera mais interações e dados. Como consequência, os sistemas se tornam progressivamente mais eficientes.

Voz e IA generativa no atendimento ao cliente

O principal painel do CIO Emerging Tech 2026 apresentou o avanço da IA de voz como interface para interação entre empresas e clientes.

A apresentação foi conduzida por Brunno Santos, da ElevenLabs, empresa especializada em geração de voz por inteligência artificial e correalizadora oficial do evento.

De acordo com o executivo, cerca de 70% das interações em atendimento ao cliente envolvem dúvidas simples, o que abre espaço para automação inteligente. Além disso, a expectativa do consumidor mudou: velocidade e naturalidade na conversa passaram a ser fatores decisivos na experiência de atendimento.

Baixa latência e conversas mais naturais

Um dos pontos técnicos destacados foi a latência da tecnologia.

Enquanto a conversa humana média possui cerca de 500 milissegundos de tempo de resposta, a solução apresentada opera com aproximadamente 150 milissegundos, o que permite interações mais fluidas.

Além disso, os sistemas atuais conseguem:

  • adaptar entonação e emoção durante a conversa;
  • interpretar ruídos e pausas naturais;
  • aplicar filtros de governança para evitar respostas inadequadas.

Durante o evento, foram demonstradas dois agentes de IA com personalidades distintas, capazes de simular diferentes estilos de conversa.

Impactos operacionais

Segundo os dados apresentados, a adoção dessas soluções pode gerar ganhos operacionais relevantes:

  • redução expressiva do tempo médio de atendimento;
  • menor volume de chamadas transferidas para humanos;
  • aumento do NPS em operações de suporte.

Em um caso citado durante o evento, um grande banco reduziu o tempo médio de atendimento de 15 minutos para cerca de 2 minutos, mantendo a maioria das interações resolvidas pela IA.

Dados e tomada de decisão: a proposta da Oraion

O último painel do CIO Emerging Tech 2026 abordou um tema recorrente nas organizações: a fragmentação de dados corporativos.

Rodrigo Stoqui, da Oraion, apresentou uma abordagem baseada na criação de uma única fonte de verdade para dados empresariais.

Segundo o executivo, grande parte do esforço dos times de dados ainda está concentrada na organização e limpeza de informações. Estima-se que cerca de 80% do tempo das equipes seja dedicado à preparação de dados, enquanto apenas uma pequena parcela chega aos tomadores de decisão.

Integração de dados estruturados e desestruturados

A solução proposta pela empresa integra diferentes tipos de dados, incluindo:

  • sistemas corporativos tradicionais
  • documentos externos
  • áudios e mensagens
  • plataformas financeiras e de mercado

Além disso, a plataforma permite que usuários façam perguntas em linguagem natural para acessar informações relevantes.

Como resultado, dashboards tradicionais são substituídos por recomendações inteligentes, capazes de indicar ações e oportunidades futuras.

Essa mudança representa uma evolução importante na forma como empresas utilizam dados para tomada de decisão.

Conclusão

Em suma, o CIO Emerging Tech 2026 mostrou como a inteligência artificial está avançando da fase experimental para se tornar parte da infraestrutura das empresas.

Ao longo das apresentações, três temas ficaram evidentes:

  • a IA como força de trabalho digital dentro das organizações;
  • o avanço das interfaces naturais, como voz;
  • a importância de dados estruturados e governança tecnológica.

Portanto, a adoção de IA nas empresas passa menos pela tecnologia isolada e mais pela forma como processos, dados e cultura organizacional são redesenhados.

Esse movimento exige liderança executiva, governança e visão estratégica. Nesse contexto, CIOs e líderes de tecnologia assumem papel central na construção dessa nova infraestrutura cognitiva, sendo os responsáveis por assumir a dianteira da transformação potencial que IA pode promover. 

Para empresas que desejam implementar inteligência artificial de forma integrada e personalizada, o AI Factory do Distrito proporciona o desenho, desenvolvimento e implementação completa de soluções de inteligência artificial customizadas.

Com um time de engenheiros de IA e especialistas em tecnologia, o AI Factory combina conhecimento de negócio e expertise técnica para estruturar uma jornada completa de adoção de IA, priorizando sempre integração, governança e performance. 

Além disso, a parceria com a ElevenLabs assegura autoridade no desenvolvimento de soluções tecnológicas baseadas em voz, expandindo as possibilidades de produtos que podem ser desenvolvidos para atender às necessidades corporativas. Conheça o AI Factory agora!

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