Umas das perguntas que mais respondi nos últimos meses foi: Comeli, por que você saiu do SEBRAE?

Pois é, para muitos, deixar uma grande empresa, com alto grau de reconhecimento da sociedade, envolvido em ótimos projetos pode parecer maluquice. Ainda mais em “tempos de crise”, que é quando a grande maioria busca estabilidade e segurança.

Mas para mim, que estava há quase 5 anos atuando com inovação e tecnologia no SEBRAE, o caminho de crescimento na carreira interna era pouco provável no tempo que eu ansiava.

Quando estamos envolvidos em projetos transformadores, com empreendedores transgressores e com sonhos incríveis muitas oportunidades aparecem à nossa frente. A velocidade com que as coisas acontecem é muito maior.

Essas oportunidades nem sempre são percebidas ou estão alinhadas com os objetivos ou com o momento de uma grande empresa. Por características diversas como cultura, tamanho e processos internos é natural que sejam ritmos diferentes.

Utilizar tecnologia e inovação como vetor de desenvolvimento econômico e social, liderar grupos para construção de uma legislação mais favorável ao ambiente de negócios, tudo isso é fantástico, mas dentro da organização está limitado aos seus objetivos e metas estratégicas. É muito mais o que a instituição escolheu como prioridade do que atender demandas e oportunidades do mercado.

Com o tempo, mais conhecimento e experiência foram sendo adquiridos e as angústias internas aumentavam, eram sinais claros de que o mercado de verdade estava me chamando.

Ao longo de 2017, foram me afastando do “time” de inovação e, antes de ser alocado em projetos aleatórios percebi que minhas qualidades e competências tinham muito mais valor fora da empresa. Assim, agradeci muito mesmo, e aceitei buscar desafios no mercado. Meu post de saída do SEBRAE foi de longe o mais comentado e curtido em minha curta caminhada nas redes sociais.

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Reflexões sobre a decisão

Agora que completei 3 meses de “experiência” nessa nova etapa, vale algumas reflexões.

Em primeiro lugar, a decisão foi muita acertada. Logo de cara assumi o desafio de liderar a expansão e consolidação do Distrito Spark CWB, com apoio direto dos líderes de inovação das grandes empresas patrocinadoras do espaço, RUMO, BOSCH e BARIGUI. E, nesse período, nosso time conseguiu dobrar a área disponível no oitavo andar do Centro Universitário FAE e dobrar o número de residentes no espaço.

Em segundo lugar, consegui vencer um medo inicial ao perder o “sobrenome” SEBRAE. Tinha receio de que algumas portas poderiam se fechar. E aconteceu exatamente o contrário, vários parceiros e projetos que não consegui levar para o SEBRAE agora estão ganhando força, o próprio Distrito é um deles.

E, agora, penso que podemos praticar a inovação, aquela ligada ao mercado, aos empreendedores, às grandes empresa. Apoiar projetos a partir da demanda dos empreendedores, colocando em prática toda a teoria aprendida, conectando grandes instituições, grandes empresas, universidades e investidores dentro de uma espaço apropriado para isso.

Sempre que recebo alguém no Distrito e apresento nosso Pitch, fico encantado com a reação dos visitantes, sejam startups, grandes empresas, universidades e até outros hubs de inovação/ coworkings. O Feedback de residentes, parceiros e sponsors é muito positivo. Outros grandes projetos estão por vir. Outros grandes parceiros estão chegando.

E nosso primeiro aniversário ainda será em maio, ou seja, o trabalho está só começando e nosso objetivo de fazer do Distrito o grande hub de inovação aberta do ecossistema curitibano vai ganhando forma.

Para mim, passar por uma grande empresa como o SEBRAE e depois seguir caminho naquilo que acredito é uma honra!

“Pelos caminhos que ando um dia vai ser, só não sei quando” – Leminski.

Ficou dúvida? Quer conhecer mais sobre o Distrito? Entre em contato!