No Distrito lidamos com investidores de todos os tipos, seja aquele que está começando ou até os que estão em outro patamar tanto de experiência quanto de atuação,  como é o caso dos investidores qualificados e profissionais.

Da forma como é falado parece apenas um atributo, certo? Mas na verdade vai além disso e são tipos de classificações que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabelece.

Antes de explicarmos as diferenças entre um investidor profissional e o qualificado, é importante entender o que de fato é um investidor.

Compreendendo o investidor

O investidor é alguém que aplica os recursos comprando ativos financeiros que são negociados no mercado de capitais. O objetivo é rentabilidade e retorno. Portanto, investidores não são apenas aqueles que investem em startups.

Um dos tipos de investimento mais comum no Brasil é o que chamamos de renda fixa. O investidor compra títulos públicos ou privados e recebe um rendimento predeterminado. Ele pode ser pós-fixado (que é quando é atrelado, por exemplo, ao CDI, que é um índice de rentabilidade), prefixado (que seria o juros fixo anual) ou híbrido (juros fixo mais a variação da inflação).

E há também a renda variável que oferece maior potencial de ganhos, porém também traz mais riscos e consequentemente maiores perdas. Dessa forma, é o velho ditado: como as chances de ganhar mais dinheiro são maiores, o prejuízo também pode ser.

Se você está pensando em investir, é importante que descubra o seu perfil de investidor. Isso irá guiar o seu direcionamento e apetite por retorno vs risco. Há o perfil que denominamos como conservador, que é a pessoa avessa a riscos e à volatilidade. Além disso, há também aquele que é considerado mais arrojado. Ou seja, que sabe e aceita riscos, porém visa um retorno potencialmente maior.

Agora, você vai entender melhor, em detalhes, o que são as figuras do investidor profissional e do investidor qualificado, de acordo com a instrução 539 da Comissão de Valores Mobiliários.

O principal objetivo desse tipo de classificação é proteger o investidor de riscos desproporcionais à sua capacidade financeira.

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Investidor qualificado

Como comentado anteriormente, é uma classificação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tanto para pessoa física quanto jurídica. Essa pessoa ou instituição possui aplicações financeiras em valor igual ou superior a R$ 1 milhão. Ela deve também atestar essa condição por escrito, ou que possua alguma certificação que a CVM aceite para fins de consideração de investidor qualificado.

A classificação é utilizada para identificar aqueles que têm uma alta quantia de investimento, além de possuir conhecimentos adequados sobre investimentos e riscos envolvidos.

Portanto, como esclarece o BTG Pactual em seu artigo, o investidor qualificado é a pessoa física ou jurídica que possui mais de R$ 1 milhão em investimentos no mercado financeiro e que ateste essa condição por escrito.

Além disso,são considerados investidores qualificados:

  • Pessoas físicas que tenham certificados de qualificação técnica;
  • Administradores de carteira, agentes autônomos, analistas e consultores de valores mobiliários com alguma certificação aprovada pela CVM;
  • Clubes de investimento com gestores que sejam investidores qualificados.

Investidor Profissional

Como falado, já vimos que para ser investidor qualificado é necessário ter um alto aporte de recursos aplicados, como também maior conhecimento de mercado. Isso vale também para a categoria dos investidores profissionais. No entanto, a exigência de aplicação é ainda maior.

Para que você seja considerado um investidor profissional, é preciso que tenha valores superiores a R$ 10 milhões em aplicações financeiras.

Se você for pensar, apenas em aplicações financeiras, esse investidor precisa ter algo equivalente a 10 propriedades de alto padrão no valor de R$ 1 milhão. Ou seja, é um outro patamar de investidor, qualificação e técnica. O que permite que ele tome mais riscos no momento de investir.

Além disso, é necessário também assinar um termo que certifica que você pertence a tal categoria. O investidor profissional é a classe mais alta, dessa forma tem acesso a quaisquer investimentos disponíveis no mercado financeiro.

Podem ser consideradas também investidores profissionais:

  • Fundos de investimento;
  • Sociedades de capitalização e Companhias seguradoras;
  • Instituições financeiras e aquelas autorizadas a funcionar pelo Bacen;
  • Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
  • Clubes de investimento, desde que tenham a carteira comandada e gerida por um administrador autorizado pela CVM;
  • Agentes autônomos de investimento;
  • Analistas e consultores que sejam autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios;
  • Investidores não residentes.

Investidor Qualificado: assumindo mais riscos

Por esses investidores terem um conhecimento mais aprofundado sobre o mercado financeiro e suas aplicações, eles têm mais flexibilidade em opções de investimento e condições melhores, porém com riscos maiores (seja de rentabilidade, liquidez ou de classificação de crédito).

Além disso, apresentação das regras das aplicações, como também dos riscos do investimento, acabam sendo dispensadas justamente porque julga-se que esses investidores já conhecem e têm conhecimento técnico em relação a esse movimento, dispensando introduções.

Investidores qualificados e profissionais têm, portanto, leque e opções maiores de investimentos. Além disso, por conhecerem exatamente os riscos, taxas e aplicações, podem ter taxas de administração reduzidas.

Resumindo, a grande questão é que por esse tipo de investidor ter mais opções ele está sujeito a assumir mais riscos.

Como se tornar um Investidor Qualificado

Para se tornar um investidor qualificado você pode seguir dois caminhos:  

  • Ter o montante de R$ 1 milhão em aplicações
  • Ser aprovado em provas de conhecimento

O modo mais direto e fácil é possuir R$ 1 milhão em aplicações e solicitar em sua corretora ou banco o termo de investidor qualificado. Dessa forma, o investidor deve declarar nesse termo que tem o montante necessário aplicado, como também, conhecimento do mercado.

Mesmo que você tenha que atestar e afirmar que possui o conhecimento necessário nenhuma prova ou teste é aplicado para esse tipo de investidor. Basta você ter o montante aplicado e afirmar  que tem a capacitação para isso e daí em diante fica por sua própria conta e risco.

Claro que é bem difícil ter esse tipo de aporte aplicado. Então, você pode partir para a segunda opção: os testes de conhecimento.

Geralmente, os exames exigem qualificação rigorosa para garantir e assegurar que aqueles que passam nos testes sejam, de fato, conhecedores profundos do universo de investimento.

Há três provas que você pode fazer para se tornar um investidor qualificado. Elas são:

  • Analista de Valores Mobiliários CNPI – Programa de Certificação Nacional (APIMEC);
  • Agente Autônomo de Investimentos da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD);
  • Módulos I e II do programa de Certificação de Gestores da ANBIMA (CGA).

Você não precisa ser aprovado nas três. Ao ser aprovado em alguma dessas provas, você já será considerado um investidor qualificado.

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