O Distrito e o Hospital das Clínicas se juntaram para investir num complexo de saúde e hub de inovação que pretende reunir Startups de Saúde, grandes empresas, investidores e pesquisadores. A iniciativa, inclusive, foi destaque no Valor Econômico. O projeto foi batizado de Distrito Inova HC e promete ser um local exclusivo para as empresas do setor com o foco em fomentar novos negócios na área de saúde.

Um dos intuitos é que as pesquisas que seja produzidas no espaço possam se transformar em negócios com ajuda das startups de saúde. Além disso, elas também iriam criar e desenvolver projetos sob demanda do Hospital das Clínicas. Em entrevista ao Valor Econômico, Marco Bego, diretor de inovação do Hospital das Clínicas, afirmou que “atualmente o Hospital das Clínicas não tem um  viés empreendedor. Há pesquisas muito interessantes, mas elas ficam restritas à academia, não são escaladas para a sociedade”.

Para ele, há falta de  recursos públicos e um caminho são as parcerias com o setor privado para o desenvolvimento de pesquisas. Atualmente, o Hospital das Clínicas tem ceca de 200 linhas de pesquisa, sendo que 100 delas têm grande potencial para se tornarem um negócio lucrativo. 

As “Health Techs” startups residentes do Distrito Inova HC vão ter acesso a todas as instalações do HC, que faz mais 1 milhão de atendimentos ambulatoriais e 120 mil cirurgias de alta complexidade. O hub de inovação será inaugurado em setembro com capacidade para abrigar cerca de 20 startups, com 150 pessoas. “No Brasil, há mais de 300 HealthTechs, startups focadas em saúde. Essa é uma das áreas que mais vêm demandando inovação. É um setor um pouco mais conservador até porque se trata de vidas e saúde. Mas agora a demanda é muito grande”, disse Gustavo Araujo, sócio da Distrito.

O Distrito Inova HC recebeu investimento de R$ 2,5 milhões da própria Distrito e das empresas AstraZeneca, Abbott, Alliar, KPMG, Cremer e Mafra. “As mantenedoras também estarão com suas áreas de inovação dentro do hub e precisam abrir suas estratégias de inovação para que seja efetivamente um ambiente de compartilhamento de conhecimento”, disse Araujo.