Confira o glossário sobre os termos mais utilizados entre as startups e fintechs do Brasil e do mundo

Smart Money, Bitcoin, Cryptocurrency e tantos outros temos são comuns no universo das fintechs e startups. Mas você sabe realmente o significado de todas essas palavras? Como empreendedor e empresário é importante se manter atualizado.

Compreenda todos esses termos para inclusive estar preparado para apresentar seu negócio para investidores ou até participar de reuniões de negócio.

Imagine se em um encontro com outras startups você é pego de surpresa e tem que responder sobre qual é o “mark up” ou a relação do “smart money” do seu negócio. Aí complica, né?

Antes de entrarmos de fato nos significados dos termos acima. É preciso explicar o que é uma fintech e como funciona a estrutura de uma startup. Dessa forma, é mais fácil entender a dimensão desse mercado.

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Conheça a Distrito Fintech e faça parte dessa comunidade!

Fintech: afinal, o que é e como surgiu o termo?

As fintechs já estão operando um bom tempo tanto no Brasil como no mundo, porém atualmente o termo e modelo de negócio ganhou força.

O termo Fintech surgiu nos anos 80, quando o jornalista Peter Knight juntou as palavras Financial e Technology para batizar uma coluna sobre negócios no jornal britânico The Sunday Times.

Na época, Peter usava o termo para se referir a operações de back-office de bancos tradicionais.

Por volta de 2007, descontentes com o papel dos bancos na crise imobiliária, empreendedores viram a oportunidade de usar a tecnologia para oferecer serviços que os bancos não estavam dispostos a ofertar. Começam a surgir aí as empresas que chamamos atualmente de fintechs.

O termo é uma palavra guarda-chuva e engloba diversos tipos de empresa que usam inovação tecnológica para oferecer algum tipo de serviço financeiro e têm em seu DNA o foco em inovação. Por terem custos operacionais bem menores do que as instituições financeiras tradicionais, as fintechs conseguem oferecer, pelo modelo de negócio diferenciado, serviços alternativos. Assim elas atendem as necessidades que os bancos não conseguem suprir.

Não pense que as fintechs são apenas os bancos digitais ou negócios como a empresa Neon e Nubank. São negócios que trazem inovações e usam a tecnologia para trazer soluções em áreas como gestão financeira, empréstimos, seguros, criptomoedas, investimento, funding, eficiência financeira e até negócios sociais como educação financeira.

Infográfico sobre as fintechs

Conteúdo:

Fintech = Serviços financeiros + Tecnologia


São empreendimentos que:


Têm a inovação no DNA.

Atendem demandas que os grandes bancos não conseguem suprir.

Oferecem serviços financeiros alternativos e diferenciados.

Podem atuar com gestão financeira, empréstimos, seguros, criptomoedas, investimento, funding, eficiência financeira e até negócios sociais como educação financeira.

Como é esse mercado?

No Brasil, segundo os dados do IBGE, mais de 60 milhões de pessoas são desbancarizadas. Ou seja,  não participam de nenhuma instituição financeira, o que representa 35% da população do país. Você sabia que esse dado é mais que as populações da Bélgica, Grécia, República Tcheca, Portugal e Suécia, somadas. Imagine não ter acesso a empréstimo, crédito, poupança, investimento, sistemas de pagamento ou mesmo educação financeira.

Entre 2016 e 2018, o Brasil viu o número de fintechs crescer em 126%, angariando R$ 1 bilhão de reais em investimentos só no primeiro semestre de 2018. Isso permitiu que no último ano três empresas brasileiras figurassem na lista das 100 Fintechs mais inovadoras do mundo, lançada anualmente pela empresa de consultoria KPMG.

Glossário das Fintechs e Startups – principais termos

A

Agora que você já aprendeu o que é fintech vamos explorar os principais termos relacionados a esse universo:

Aceleradora: tem como objetivo acelerar o crescimento de uma startup. Geralmente, torna-se sócia minoritária do empreendimento e realiza um “investimento semente” ou ajuda de custo com o intuito de escalar o negócio.

Aporte: outro termo para o investimento/aplicação feito na empresa.

API – API (Interface de Programação de Aplicações): é a forma de integrar sistemas, definindo como vários componentes e o software devem interagir. Isso possibilita benefícios como a segurança dos dados, facilidade no intercâmbio entre informações com diferentes linguagens de programação e a monetização de acessos. A API permite a conexão do aplicativo sendo usado com outros sistemas e aplicativos.

B

Bitcoin: O termo muitas vezes é usado erroneamente para designar criptomoedas. Resumindo é uma moeda digital que pode pode ser usada como meio de pagamento. É utilizada em diversas transações, além de ser controlada por uma rede peer-to-peer sem depender de bancos centrais. Já é um mercado de bilhões de dólares.

Bootstrapping: é quando o próprio empreendedor financia o projeto criado por ele, sem depender de investidores ou ter a incrementação de algum tipo de capital externo. A única entrada de dinheiro, sem ser a do próprio empreendedor, é a dos primeiros clientes.

Burn Rate: significa que o fluxo de caixa está negativo. Representa a velocidade que uma empresa “queima” seus recursos financeiros.

Business Model: é um mapa utilizado na fase mais básica do planejamento da startup. Tem como objetivo definir qual será o modelo de negócio. É comum relacionar com o Business Model Canvas , que apresenta como a startup irá se comunicar com: Principais Parceiros, Principais atividades, Recursos-Chave,Relacionamento com Clientes, entre outros fatores.

Business Plan: É basicamente o plano de negócio da empresa. Esse documento precisa trazer os dados da empresa e de seus integrantes, como a descrição do produto/serviço que a startup oferece, análises de mercado feita pela empresa, estratégias de vendas, marketing, entre outros. É por meio do plano que você apresenta o seu modelo de negócio para investidores..

Buy Back: o termo se refere a recompra de uma empresa pelo seu fundador. Os motivos podem ser vários, como por exemplo, a dificuldade de se desapegar do negócio ou a percepção de que a companhia perdeu receita e espaço, e assim o empreendedor decide recomprar o negócio.

Big Data: termo abrangente para todo tipo de coleção de conjuntos de dados tão grande e complexo que se torna difícil de processar. Para ler isso é necessário tecnologia avançada para processamento de dados.

C

Criptomoeda: é um  meio de troca descentralizada. Utiliza-se da  tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. Tipos de criptomoedas: Bitcoin, Etherum, Cardano e etc.

Cryptocurrency: criptocorrência (ou moeda criptográfica) é utilizado para descrever os meios de troca que usam criptografia para proteger as transações.

Coworking: local compartilhado por profissionais e empresas que podem ser de áreas distintas ou não. Nesses espaços são incentivadas as trocas de ideias e experiências entre os residentes. A Distrito é um exemplo de plataforma de inovação, que traz como uma de suas frentes os espaços de Coworking, que hoje são divididos em áreas – como por exemplo, a destinada somente para Fintechs.

Corporate Venture Capital: termo utilizado para definir o investimento de empresas, geralmente de grande porte, em negócios nascentes, ou seja, grandes negócios se tornando investidores e futuros compradores de startups

D

Deal Breaker: é um problema, situação ou fator que acaba ou impede uma negociação em estágio avançado.

Digital Wallet: segue o conceito de uma carteira de dinheiro tradicional, em que guardamos os cartões de crédito e os reais, só isso adaptado para o mundo virtual e digital. A ideia é que as pessoas deixem de sair de casa com cartões e passem a utilizar dispositivos eletrônicos para efetuar compras.

Due Diligence:
fase da qual as startups e seus projetos são analisados pelas aceleradoras  e que determinará se vale a pena o investimento.

Drag Along:
cláusula que exige que os sócios minoritários vendam suas ações quando o sócio majoritário o faz. Tem como objetivo dar 100% da empresa ao comprador durante a aquisição.



Due Diligence:
fase da qual as startups e seus projetos são analisados pelas aceleradoras  e que determinará se vale a pena o investimento.

Drag Along:
cláusula que exige que os sócios minoritários vendam suas ações quando o sócio majoritário o faz. Tem como objetivo dar 100% da empresa ao comprador durante a aquisição.

E

Early Stage Financing: primeiro financiamento que uma startup recebe. Antes mesmo de ter um produto definido ou adquirir clientes..

Elevator pitch: é uma apresentação rápida em que o empreendedor vende a sua ideia para investidores a fim de conquistá-los e conseguir o tão aclamado investimento. É um pitch encurtado, de cerca de 30 segundos, e que tem esse nome porque requer a habilidade do empresário apresentar o projeto em poquíssimo tempo, como se fosse numa conversa de elevador.

F

Fintech: já foi explicado no começo do texto o que é uma fintech. Mas vale a pena resumir brevemente. É todo tipo de negócio que tem como proposta oferecer serviços financeiros, só que a custos bem mais baixos do que os dos bancos. A tecnologia é a base para que essas empresas ofereçam seus produtos e serviços.

G

Growth Capital: investimento realizado quando a startup já atingiu estágio mais maduro de desenvolvimento. Já está inserida no mercado e possui reputação frente aos consumidores. Esse investimento serve para apoiar o crescimento do negócio que está se consolidando no mercado.

Growth Hacking: segundo o criador do termo, Sean Ellis, a definição mais correta é para a expressão é: marketing orientado a experimentos. O objetivo é encontrar oportunidades/brechas (hacks) para o sucesso. Posteriormente, cria-se estratégias específicas visando resultados rápidos para o crescimento (growth) da empresa.

H

Hipster: entende as necessidades do consumidor para criar, comunicar e definir um produto que tenha demanda e tenha poder de consumo.

Hacker: vai atrás de colocar em prática e ajuda a criar as soluções para o problema.

Hustler: é o responsável por fazer parcerias e cuidar da parte de vendas do produto.

Hurdle Rate: taxa mínima de retorno que é esperada pelo investidor.

I

Investidor-anjo: são investidores privados que fazem aportes em startups. Costumam investir de 5% a 10% do patrimônio em novas empresas. Além do apoio financeiro, também proporcionam experiência de mercado e conselhos.

IPO: representa o momento em que uma empresa abre o capital e ingressa na bolsa de valores.

J

Joint venture: acordo realizado entre duas ou mais companhias. Estabelece alianças estratégicas por um objetivo comercial comum, por tempo determinado. As empresas concordam em reunir recursos para o desenvolvimento do negócio em conjunto e dividem os resultados, sejam lucros ou prejuízos.

M

Mentor: empreendedor ou especialista experiente que tem conhecimento de mercado para dar dicas, orientações e direcionamentos para sua empresa.

Mash Up: aperfeiçoamento do produto ou serviço pela junção de dois ou mais produtos.

MVP ( Minimum Viable Product):  produto que é lançado no mercado em uma versão Alfa ou Beta. O objetivo é testar e analisar a demanda pelo produto e como os potenciais clientes o recebem. Ao invés de lançar no estágio final, o produto é lançado em estágio mais jovem para a geração de feedback e aperfeiçoamento do produto final.

N

NDA (Non-Disclosure Agreement): acordo de confidencialidade. É um tipo de contrato que as startups fazem os credores e parceiros assinarem. O intuito é manter o sigilo da negociação/ideia que está sendo desenvolvida ou tratada.

NPS (Net Promoter Score):  métrica que tem o objetivo de medir a satisfação e lealdade dos clientes com as empresas. Organizações de todos os portes e lugares do mundo utilizam o NPS. Tanto startups quanto empresas grandes conseguem usar essa metodologia por ser um método prático e eficaz durante as pesquisas periódicas realizadas com seus clientes.

O

Open Bank: modelo de negócio que funciona de uma forma diferente de como os grandes bancos funcionam atualmente. A empresa começa a ter foco maior nos processos críticos. Libera-se, assim,interfaces baseadas em APIs (termo está explicado logo acima) para que outros negócios tenham a possibilidade de criar aplicativos que agreguem valor aos serviços do negócio. Dessa forma, os bancos podem focar no serviço primário enquanto o desenvolvimento de app e integrações passa a ser de realizado por uma comunidade de servidores.

Outsourcing: terceirização de um trabalho. Os objetivos para esse movimento vão desde a redução de custos até a flexibilidade em ter outra empresa prestando serviço para a sua companha.

Open Source: software de código aberto. Isso permite que qualquer um pode usar ou pegar de base esse sistema e código para criar outro programa ou software.

P

Product Market Fit: produto que satisfaz a real necessidade do mercado em que está inserido. Segundo o fundador da Netscape, Marc Andreessen, e criador do termo, há três fatores decidem se uma startup vai ou não dar certo: produto, mercado e equipe. Se o mercado é verdadeiramente grande é mais que necessário um produto que resolva esse problema. Portanto o Product Market Fit é quando o seu produto deu “fit”, se encaixou, perfeitamente no mercado em que está inserido.

Pivotar: é quando uma startup muda drasticamente seu modelo de negócio ao perceber que não está conseguindo desenvolver um produto ou serviço escalável ou que não está se adequando ao mercado – olha aí a ideia do Product Market Fit.

R

Rodada de Investimento: todas as rodadas de investimento funcionam, em geral, da mesma maneira. Os investidores oferecem dinheiro em troca de uma participação acionária no negócio. Existem alguns modelos de permuta ou troca de conhecimentos por participação, mas são menos comuns.

S

Startup: empresa, em fase inicial, que tem como objetivo o ingresso/crescimento no mercado. Tem como foco atrair investidores para que esse crescimento seja possível. Apesar de apresentarem prosperidade, sempre estão em um cenário de risco. Há também empresas que se iniciaram como startup, já passaram dessa fase, mas mantêm a cultura de startup. Um exemplo, que entra na categoria de fintech, é a Nubank.

Smart Money: o investimento não é apenas o financeiro, mas também intelectual. É quando o interesse está em ter aquele investidor como um mentor, como sócio, e parte da equipe para orientar e contribuir com insights importantes para o negócio.
Seed (Investimento): gera fundos para apoiar o trabalho inicial de pesquisa, desenvolvimento e validação de mercado da empresa, como descobrir o que o produto será e quem serão os usuários ou consumidores.

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