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17
nov

Startup de serviço atrai 97% dos investidores
Pesquisa do Sebrae-SP mostra que chance de investimento é maior nos empreendimentos que buscam soluções para áreas de educação e saúde

O caminho que leva uma startup até o bolso do investidor é geralmente acidentado. Mas uma pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Sebrae-SP, obtida com exclusividade pelo Estado, aponta alguns atalhos. Em geral, negócios voltados para a prestação de serviços tendem a encontrar uma trajetória facilitada rumo aos gestores de recursos e os destaques ficam para as soluções na área da educação, saúde e mobilidade urbana.

 

Segundo o levantamento, que ouviu 156 representantes do setor no Estado de São Paulo, 97% dos fundos de capital de risco (venture capital) e dos investidores-anjo demonstraram interesse em soluções, em atividade ou não, para o setor de serviços. Desses, 30% citaram a área de educação como destino de parte do dinheiro, seguida pelo segmento de saúde (27%) e de mobilidade urbana (20%).

“O entrevistado pode escolher mais de uma área. Houve claramente o interesse pelas empresas prestadoras de serviços. As startups de comércio foram citadas pela metade dos investidores”, afirma Renato Fonseca, responsável pela pesquisa, feita entre setembro e novembro do ano passado.
Do ponto de vista dos investidores, há uma explicação para a preferência pelas startups de serviços: a facilidade.

“É mais prático, simples de avaliar, montar e obter o retorno de um negócio na área do que um, por exemplo, no segmento industrial, que tem ciclo maior e mais complexo”, analisa Gustavo Araújo, investidor-anjo e fundador de um clube de investimentos chamado Distrito.

Araújo tem atualmente cerca de R$ 6 milhões aportados em oito startups, nenhuma delas nas áreas de saúde, educação ou mobilidade. “Mas eu estou de olho, há tempos, em empresas de saúde, só que ainda não aconteceu. Essas são áreas que estão sofrendo uma disruptura grande e isso atrai a atenção”, diz.

Conflito. Outro ponto revelado pelo estudo trata da relação, as vezes conflituosa, entre empreendedores e os investidores. Donos de startups, por exemplo, se queixam da interferência dos investidores na condução do negócio. Por outro lado, investidores relatam o desafio de conquistar o comprometimento dos empreendedores.

“O investidor pode atrapalhar”, afirma Ricardo Moraes, sócio da Memed, plataforma online gratuita de consulta a bulas de medicamentos e de prescrição digital. Com seis investidores (dois ‘anjos’, uma aceleradora e três fundos de investimento), o empreendedor diz ter contado com a sorte durante o processo de escolha dos apoiadores.

Mas Ricardo Moraes sabe de casos diferentes. “Pode haver um problema de alinhamento de perspectivas, de um querer ir para lá, outro querer ir para cá. A questão é que muito empreendedor quer bater o pé, ser o dono da verdade. E alguns fundos também.”

Encontro. Ainda segundo o levantamento realizado pelo Sebrae-SP, apesar dos modelos de negócios serem baseados na internet, o ciberespaço não é o ponto de encontro entre empreendedores e investidores.

Há apenas 7% de chances, para empreendedores, e 10% de possibilidades, de acordo com investidores, de que um e outro se encontrem em redes sociais e sites especializados no assunto, por exemplo. Por outro lado, a rede de contatos pessoal responde por 41% das apostas dos fundadores de startups e é dona de 70% das expectativas de investidores-anjo para que um conheça o outro.

“Eu vou muito aos eventos e visito aceleradoras. Estou sempre de olho em tudo”, destaca Wlado Teixeira, investidor desde 2013 e que atualmente conta com participação em cinco startups. “A rede de contatos é fundamental”, analisa.

Foi justamente dessa maneira, a partir de sua rede de conhecidos, que Teixeira fechou seu último investimento – ele aportou R$ 600 mil na empresa de recrutamento e retenção profissional chamada PinPeople. O negócio foi lançado há dois anos pela empreendedora Isabella Botelho. “A gente se conheceu quando eu ainda trabalhava na Endeavor (entidade mundial de estímulo ao empreendedorismo no mundo e com atuação no País). Quando eu montei a minha empresa o convidei para ser parte de meu conselho e, desde então, estamos namorando essa parceria”, conta a empresária.

VIA http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,startup-de-servico-atrai-97-dos-investidores,6250,0.htm

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